quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Recentemente foi lançado o livro Privataria Tucana, que conta os bastidores do governo do PSDB e supostos esquemas corrupção. Os 30 mil exemplares foram esgotados em menos de 24 horas, e tudo isso apenas com divulgação nas redes sociais.
Mais do que o conteúdo do livro, o fenômeno que vale a pena chamar a atenção foi o fato da grande mídia não ter tomado conhecimento das discussões que aconteciam no Facebook e Twitter. Mais uma prova que os veículos tradicionais de comunicação estão perdendo poder. Sucesso desta natureza era possível apenas com autores entrevistados pelo Jô Soares ou com suas publicações mostradas pelo Faustão ou algum outro apresentador de grande penetração.
Esse fato já está sendo considerado um marco da relação entre a grande mídia e a sociedade. Até poucos anos, os diretores dos veículos de comunicação eram os únicos responsáveis em escolher as informações que se tornariam públicas ou não, de acordo com interesses editoriais e das classes que eles representam. Atualmente cada cidadão conectado é um veículo de mídia, divulgando através de seus perfis nas redes sociais e em blogs aquilo que não sai no Jornal Nacional ou no Estadão.
A reportagem abaixo da Record News fala sobre este fenômeno:
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Outro dia, andando pelas ruas de um baixo de baixa renda em um município da Baixada Fluminense, vi o cartaz abaixo fixado na porta de um bar:
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| Coca-Cola: Aqui tem preço justo |
A Coca-Cola tem um share muito pequeno nestas comunidades de população de baixa renda. Os refrigerantes mais consumidos, que vi pessoas carregando na hora do almoço para casa, eram de marcas que eu desconhecia, as chamadas tubaínas, que custam apenas R$2,00 a garrafa com dois litros. O preço médio de uma Coca no Rio, nas padarias, é de R$5,00, mais que o dobro cobrado pelas pequenas marcas. A diferença é significativa, ainda mais em bairros pobres. Infelizmente o bar com o cartaz acima estava fechado, por isso não pude perguntar qual era o preço justo.
Disso tudo tirei outra lição: o valor me cobrado pela Coca-Cola é injusto.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O que torna determinadas sociedades, em determinadas épocas, mais criativas que outras? Foi com este ponto de partida que Steven Johnson fez uma análise sobre a origem das boas idéias, com seu resultado publicado no livro Where do good ideas come from, a ser lançado ainda este ano pela Zahar.
Johnson é um dos pensadores mais influentes sobre internet, conhecido por conseguir traduzir para uma linguagem mais simples temas tecnológicos complexos.
Depois de publicar aqui 29 dicas para manter a mente criativa, trago abaixo uma pequena apresentação sobre o livro De onde vêm as boas idéias, um vídeo feito pela Revista Época com 7 dicas baseadas no livro de Johnson e a apresentação do autor na TED, este último orientando, entre outros assuntos, sobre como criar ambientes corporativos que incentivam a criatividade.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Excelente vídeo com 29 dicas para a manutenção do pensamento criativo.
29 WAYS TO STAY CREATIVE from TO-FU on Vimeo.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Recentemente o Facebook admitiu ter contratado uma empresa para espalhar boatos sobre o Google na rede. Infelizmente este tipo de ação é mais comum do que parece.
Em 2006 houve suspeitas de um caso semelhante, tendo como alvo uma cervejaria. Fotos do Ricardo Mansur sentado numa privada com a camisa da Itaipava, um vídeo com áudio de duas "estudantes da PUC" passando mau e atribuindo a causa a cerveja, e-mails com relatos semelhantes, entre outras ações, tentavam relacionar a marca de Petrópolis a desarranjos intestinais.
O caso foi acompanhando pelo site Cocadaboa, cujo editor, Wagner Martins, é hoje um dos maiores especialistas em marketing viral do Brasil. Veja esta, esta e esta postagem.
Em pouco tempo, diversos blogs espalhavam a notícia e até hoje eu escuto pessoas repetindo que "Itaipava dá caganeira".
Recentemente a Skol lançou sua versão 360º, que segundo sua publicidade, não "empapuça" por conta do seu "inovador processo de fermentação". Realmente houve uma alteração no processo produtivo da cerveja, mas você realmente acredita que não estufa?
Estufando ou não, as pessoas já associaram e estão comentando nas mesas dos bares. Impressionante o poder da publicidade, da sugestão e dos boatos, que por mais absurdo que possa parecer, é absorvido pela massa do mesmo jeito que acreditam que a Xuxa usa hidratante Monange e a Angélica usa Niely.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Certa vez fui a uma entrevista de estágio e saí muito confiante. Tinha ido bem e com chances de ser escolhido. No entanto, ao sair da sala, entrou para ser entrevistada uma loira alta, linda, muito bem vestida. Na mesma hora eu soube quem seria contratada.
Diversas pesquisas já confirmaram que pessoas com boa aparência e mais altas ganham melhores salários, e isso tem origem tanto social quanto biológica. São diversas as razões, entre elas o nosso instinto em olhar os outros como possíveis parceiros sexuais, na busca por companheiros saudáveis e capazes de prover segurança aos filhos deste relacionamento. Parece horrível, as feministas arrancam os cabelos, mas este comportamente é inerente a todo ser humano, realizamos estes julgamentos naturalmente.
Final de semana passado estava assistindo ao programa A Liga, na Band, que estava fazendo um teste na rua. Dois homens contavam a mesma história para os transeuntes, dizendo ter perdido a carteira e precisando de dinheiro para passagem. Um homem era branco, alto e bem vestido, enquanto o outro era um vendedor ambulante com roupas velhas e linguagem popular. O teste era saber qual dos dois conseguiria mais dinheiro. Obviamente o homem branco e bem vestido conseguiu muito mais.
Depois de uma abordagem, o transeunte era interceptado pela equipe de reportagem que perguntava se o brasileiro é um povo preconceituoso. Obviamente o entrevistado ficava em uma situação constrangedora, já que estava sendo julgado pelo seu comportamento, como se sua reação tivesse sido causada por um desvio de caráter.
Apesar da reflexão positiva que o espectador faz da situação, o programa errou a mão e foi sensacionalista. Os próprios apresentadores teriam comportamentos semelhantes na mesma situação, não por preconceito ou mal caratismo, mas por condições históricas que garantiram a perpetuação e aperfeiçoamente da espécie.
Faça um teste e tente perceber o tratamento que você dá para as pessoas.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Por mais que muitos veículos de comunicação defendam a isenção da notícia, é impossível que seus dirigentes e proprietários não os utilizem para defender causas particulares dos grupos que representam. O exemplo abaixo mostra descaradamente o esforço da Rede Record, de propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus, em vetar a distribuição das cartilhas sobre homossexualidade na rede pública de ensino.
A reportagem não é isenta em nenhum momento, usando expressões como "aumenta a rejeição", "péssima repercussão", "enorme rejeição da socidade" e "extremamente prejudicial para formação de toda uma geração" como argumentos para o veto. Também só ouviu posições de um lado, com deputados, populares e uma psicóloga, todos contrários a cartilha.
Um exemplo de como não fazer jornalismo, ou como manipular a massa para conseguir o que querem. Fico pensando nos jornalistas, que certamente tiveram que fazer a reportagem contrariados.
Um exemplo de como não fazer jornalismo, ou como manipular a massa para conseguir o que querem. Fico pensando nos jornalistas, que certamente tiveram que fazer a reportagem contrariados.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Mais um excelente vídeo de Annie Leonard, desta vez sobre produtos eletrônicos. Para assistir o vídeo com legenda, vá para a página no Youtube e clique em Caption Actions (CC, logo abaixo da timeline) ou em trascrição interativa (abaixo do número de visualizações).
Para conhecer mais Annie Leonard e assistir os outros filmes, leia esta postagem.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
As imagens abaixo são impressionantes, mostram o resgate de uma mulher segundos antes de sua casa ser completamente destruída pelas águas.
Antes e depois do vídeo são exibidos comerciais do Banco do Brasil. Em casos de imagens de tragédias como esta, seria prudente não exibir publicidade. Parece que estão tirando proveito de forma desrespeitosa da calamidade.
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